domingo, 22 de junho de 2008

Seleção da carochinha

Era uma vez sete anões, uma princesa, um príncipe encantado e uma madrasta má... bem, essa história todos já conhecem. Ela terminou no felizes para sempre. Mas poucos sabem o que aconteceu depois disso.
Contam pela floresta que um dia os sete anões resolveram jogar futebol. Chamaram mais alguns amiguinhos e montaram um time.

O Mestre era o capitão. Experiente, sabia dar broncas e também parabenizar quem merecia. Já era meio velhinho e de vez em quando não corria como devia.

O Atchim ficou na zaga. Os adversários viviam zoando o coitadinho, dizendo que as bolas que chutava eram espirradas, que não chutava uma direito.

Pensando em ajudar, o Soneca resolveu ficar na defesa também. Mas não deu muito certo. Até os animais mais gordinhos passavam por ele sem serem parados. Também, ele sempre caía no sono...

No meio-campo ficaram o Zangado e o Dengoso. Em uma partida contra os dogues argentinos que viviam perto da floresta, o Zangado se irritou com a torcida. Começou a reclamar das vaias das corujas e canários.
O Dengoso caiu e aí, já viu: começou a fazer dengo...doía aqui, doía ali... acabou saindo do jogo.

Mas o ataque estava poderoso. O Feliz não poderia escolher outra posição. Ele pegava a bola, dava um drible pra lá, outro pra cá... não acertava o gol, mas estava tão contente que tentava de novo e não passava pra ninguém! Como adorava brincar com a bola!
E depois do jogo, não importava o placar, lá estava ele, de pandeiro na mão, fazendo a festa! Seja com um pagodinho ou uma música do Skank...

A torcida reclamava do time. Dizia que ele não estava à altura dos adversários (olha a maldade!). mas reclamava mesmo da escolha do técnico. Quem comandava a equipe era o Dunga. Ele não era ruim, tinha amor pelo esporte, pela camisa e coisa e tal...mas tinha um problema: Todos sabem que o Dunga é mudo! Como poderia gritar ordens para o time?

Pois é. E a torcida começou a pegar no pé do pobre Dunga. E quando parecia que as coisas não poderiam ficar piores, apareceu a madrasta má! Ela dizia que só o príncipe vindo da Espanha poderia dar jeito naquele time.

Mas Dunga não foi com a cara do príncipe. Achou ele gordo, meio dentuço... não era bem o estereótico de um príncipe como ele esperava...

Mas a madrasta insistiu e ele tinha que aceitar. Enquanto isso, a Branca de Neve, aquela ingrata, sentava na arquibancada e ainda aplaudia os dogues argentinos! E escrevia nas páginas dos jornais que "Dunga era jumento"!
Logo se via que ela não entendia nada de animais... os jumentos são bem maiores, todo mundo sabe!

Desse jeito, o "felizes para sempre" estava cada vez mais longe...

3 comentários:

Unknown disse...

Pri, eu AMO a Branca de Neve!!! Rsrsrsrs

Unknown disse...

Ah, adoro a idéia de saber que a dona dessa criatividade sem limites e surpreendente é minha amiga!!!

Rafa Barros disse...

Ótimo texto! Que criatividade! Continue assim, Pri. Parabéns. Precisamos entender o esporte antes de tudo como entretenimento e lazer. Textos como este nos ajudam a chegar a essa dimensão. Nossos comentaristas levam o jogo muito a sério, falam de esquemas e táticas. Esquecem-se que é nada mais do que um jogo, no qual vencedores e vencidos se alternam ao sabor da vontade dos deuses da bola. Ou quem sabe de um rei de um castelo encantado?