sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Jogo de Tabuleiro

Hoje me perguntei se minhas lágrimas secaram... me perguntei o que o grito esperava para sair da garganta... me perguntei por que eu não pulava que nem louca e sorria sem parar...

Realmente não sei a resposta.

Esse ano foi interminável... de quarenta e cinco em quarenta e cinco minutos...mais um jogo, menos um jogo... Eu tenho certeza de que o sentimento não parou nem por um instante. A cada falta cobrada, a cada chute sem ângulo, no ângulo, a cada voleio, a cada escanteio, a cada furada ou pênalti batido, ele estava lá...

E quando chega o fim desse jogo, eu não comemoro, não vibro... Grito o "é campeão" mais sem vontade do mundo. E por quê?

Acho que eu estava encarando a Série B como um jogo de tabuleiro. No dia 7 de dezembro do ano passado, o Vasco jogou mal os dados e caiu na "casa da Série B", com a instrução: "aguarde sua vez de jogar". E ali ele ficou, estacionado naquela casinha, esperando tirar os números certos nos dados para retornar ao jogo.

As rodadas foram passando, os outros competidores continuavam no jogo e ele estava ali paradão...tentando a sorte nos dados.
E finalmente a combinação milagrosa saiu. Soma daqui, soma dali...saiu o número mágico: 76!
Com isso, o Vasco volta à Série A, ou melhor, ao jogo. Jogar os dados não era mais do que obrigação, se ele quisesse continuar a brincadeira.

Não vejo o que temos a comemorar... talvez minhas lágrimas tenham mesmo secado durante os meus muitos "1 minuto de silêncio", talvez eu esteja em transe, talvez a ficha ainda não tenha realmente caído...
Mas acho que não devo comemorar a volta do Vasco, porque pra mim o Vasco nunca FOI. Ele só estava parado, esperando a vez de jogar. Vamos ver quais serão os próximos movimentos...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

kit assalto

Estava ouvindo rádio hoje de manhã e fui presenteada com uma discussão bem interessante. A violência anda tão assustadoramente grande aqui no Rio de Janeiro (talvez no país em geral) que muitos hábitos do carioca estão mudando e novos comportamentos estão surgindo.

Alguém, já ouviu falar no "kit bandido"? É isso mesmo. É o revolucionário conjunto de itens indispensáveis para se andar despreocupado (ou um pouco menos preocupado) pelas ruas do Rio. Este maravilhoso kit contém:

1 - celular velho - Você pode dar ao assaltante quando ouvir um despretensioso "Passa o celular!" ESTE PRODUTO ESTÁ DISPONÍVEL NAS VERSÕES TIJOLÃO, INUTILIZADO OU PARCIALMENTE FUNCIONANDO.
2 - Notas trocadas de dinheiro. Algumas notas de valores baixos, devidamente amassadas, para serem colocadas em um bolso separado do resto do dinheiro - Quando mandarem você dar todo o dinheiro, é só colocar a mão nesse bolso estrategicamente preparado para esta situação e dar o conteúdo ao meliante, sem maiores preocupações! - ESTE PRODUTO ESTÁ DISPONÍVEL NAS VERSÕES: NOTA DE UM REAL (por isso que não vemos mais notas de 1 real circulando por aí. E você pensou que elas tinham sido retiradas pelo Banco Central???) E DOIS REAIS (Atenção! As notas de dois reais estarão no kit em menor quantidade)
3 - Cordão de 1,99 descartável com fecho abre-fácil. - Porque o senhor bandido não pode esperar enquanto você tenta tirar o valioso cordão! - CORES SORTIDAS
4 - Relógio infantil de plástico com fundo falso e tampa no mostrador. - Por mais especialista que seja, o assaltante não vai desconfiar que seu relógio de plástico vermelho dos Power Rangers esconde um mostrador de relógio de verdade! - DISPONÍVEL NAS VERSÕES POWER RANGERS, URSINHO POOH, BEN 10 E HELLO KITTY
5 - Guia prático: Como se vestir bem sem chamar a atenção dos malfeitores"

Este guia está antenado com as novas tendências da moda. É preciso ter noção de que usar roupas de marca é extremamente "out" e o que está "in" são roupas mais simples. Menos é mais (neste caso, mais no seu bolso). A missão de quem quer sobreviver nesta selva tão perigosa é tentar passar despercebido. Se o inimigo notar sua presença e o avaliar como possível presa, já era! Só o "kit salva!"

NÃO PERCA TEMPO E CORRA PARA MONTAR SEU KIT! Bem, mesmo que não seja para montar o kit, nos dias de hoje, é melhor correr de qualquer jeito!

É claro que o pessoal do programa de rádio que escutei não montou kit nenhum (essa foi uma contribuição minha mesmo), mas a discussão era sobre esses hábitos de ter notas menores separadas, um celular velho na bolsa, tudo para das aos assaltantes! Como algumas pessoas agora se preocupam em comprar um carro que não chame a atenção e a primeira pegunta na concessionária passou a ser "Qual o carro que tem a menor taxa de roubos??" As mulheres só usam bijouterias...jóia é coisa do passado!

Infelizmente, andamos todos com medo o tempo todo e é um absurdo que nossa forma de viver seja ditada por quem age de forma ilegal. O famoso ensinamento a Forrest Gump se torna cada vez mais adequado a nossa realidade: Run, Forrest, run!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Feliz Aniversário!

Considero o meu aniversário o dia mais especial do ano (rivalizando apenas com o Natal). Sempre que essa data importante está para chegar eu começo uma série de reflexões que variam desde "a importância da vida" (no caso, da minha) até "por que alguns animais comem com o rabo". Às vezes, a resposta não vem, outras, demora e outras elas estão me esperando em um episódio de Chaves.

Uma das reflexões deste ano foi: Por que será que eu gosto tanto do meu aniversário?

Deixando de lado as questões astrológicas e zodiacais, que me colocam como leonina e, assim sendo, me rotulam como egocêntrica, querendo ser sempre o centro das atenções, eu busquei alguma outra razão para a felicidade extrema que sinto nesse dia.

No dia do aniversário de uma pessoa, ela recebe ligações, scraps, e-mais, cartões, presentes, abraços, beijos, sorrisos, atenção, afeto e carinho. Talvez nem todo mundo receba tudo isso, mas, com certeza, todos recebem, pelo menos, um item dessa lista. E quem não gosta de se sentir querido? Quem não gosta de ouvir do outro um "Seja Feliz!"? Quem não fica contente em ver que no meio dessa vida corrida e desse mundo individualista, alguém teve tempo de sentar em frente ao computador e digitar algumas boas palavras? Ou mais: se deu ao trabalho de ir em uma loja e comprar uma lembrancinha, nem que fosse um bombom?

Descobri que gosto especialmente dessas datas, o meu aniversário e o natal, porque é quando as pessoas não têm medo de abrir o coração, de se doar. Ninguém tem receio de dizer um "Eu te adoro", "Você é importante pra mim", "Desejo do fundo do coração que você seja feliz". É normal e essas palavras saem com facilidade.

Quando eu era pequena, ouvia dizer que o Natal tinha uma atmosfera diferente. E eu sempre senti isso. Parece que o mundo fica mais bonito, as pessoas mais amigáveis e, consequentemente, mais felizes. É a mesma sensação que tenho no meu aniversário. O céu, mesmo com chuva, parece mais bonito, os pássaros cantam mais, as pessoas parecem mais contentes, tudo fica melhor.

É no dia do aniversário que a família se junta, que os amigos distantes buscam um contato, que quem ama quer compartilhar. No dia do meu aniversário o mundo parece que fica mais unido.

Além disso, aniversário e Natal sempre me obrigam a fazer um balanço da minha vida: o que consegui de um ano pro outro, o que ainda quero conseguir... é como se eu também ficasse mais próxima de mim mesma.

Seria bom se as pessoas tivessem a mesma coragem de expor seus sentimentos durante todos os dias do ano. Pode até ser que isso não passe de um delírio de uma pessoa carente, mas sonhar que o mundo se torna um lugar melhor por dois dias dentre 365 não faz mal a ninguém.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ser ou não ser

É engraçado como alguns acontecimentos levantam questões escondidas sob toneladas de preconceitos e julgamentos das atitudes alheias. É curiosa essa mania do ser humano de não conseguir se perceber no outro.

No final de junho morreu o cantor, compositor, ator, bailarino, enfim, o astro Michael Jackson. Um acontecimento lamentável, a música perdeu bastante ( mas já ganhou bastante com ele também) e fãs choraram mundo afora. Sim, sim. Tudo isso já foi exaustivamente dito pela mídia ( que, com certeza, ainda vai persistir no tema durante algum tempo).

A morte de Michael, no entanto, fez surgir uma legião de entendidos do assunto "Michael Jackson": sociólogos, médicos, psicólogos, músicos, uma incrível variedade de profundos conhecedores da vida do artista, que você pode encontrar nos bares, ônibus e esquinas da vida. Cidadãos com ou sem diploma, como eu ou você.

Todos querem debater (e, na maioria das vezes, criticar) os "problemas" psicológicos do caçula dos Jacksons 5.
"Ele era negro e queria ficar branco!"
"Ele estragou a saúde para parecer uma coisa que ele não era."
"Ele fez mais de 10 plásticas no rosto, sabia?"
"Ele não falava com o pai..."

Ah, por favor! Quem é que nunca desejou ser diferente? Quem nunca quis ser uma outra pessoa, alguém mais alto, mais forte ou alguém menor, com o cabelo diferente? Quem nunca foi na praia porque achava que sua cor era muito pálida e desejou ficar mais "moreninho"? Quem nunca disse que se ganhasse na loteria faria aquela operação para afinar o nariz, ou uma lipo para ajustar a silhueta? Quem é que nunca desejou que não tivesse crescido para que pudesse viver a vida sem preocupações, como uma criança inocente?

Quem é que nunca teve medo de morrer? Quem nunca comprou cremes e mais cremes para parecer mais jovem? Quem nunca recorreu a tratamentos diversos para retardar o envelhecimento?

Quem é que nunca teve voltade de se esconder do mundo dentro de um lugar paradisíaco, uma Neverland, um País das Maravilhas, onde os problemas não pudessem entrar? Quem não criou para si um mundinho perfeito, que finge não ver as guerras, a miséria, a pobreza, os problemas alheios? Quem nunca virou o rosto para um pedinte na rua, porque a existência dele machucava esse mundinho, porque a miséria dele estragaria o seu belo dia de sol?

Quem nunca brigou com os pais? Pensou em fugir de casa, porque não aguentava mais viver em um mundo onde ninguém o entendia? Quem nunca ficou um dia inteiro (ou mais) de cara emburrada sem falar com o pai, porque ele deu aquela "palmadinha só para espantar a poeira"? Quem nunca disse que quando crescesse seria um pai bem diferente e daria ao filho tudo o que não teve quando criança? Quem não acabou crescendo e exagerou na dose com os filhos, e acabou mimando-o demais, protegendo-o demais...?

Michael talvez já tivesse feito todas essas coisas. Talvez ele tivesse sido essa pessoa com problemas com o mundo, com os pais, com si mesmo, a pessoa que se reconheceria em todas essas questões. O problema é que ele era uma pessoa pública. O problema é que ele pensou em fazer o que a mioria de nós já pensou também, mas ele realmente FEZ, enquanto nós, ficamos SÓ NA VONTADE...

Michael Jackson era uma pessoa especial, sim. Diferente porque reunia em um só corpo vontades e desejos que, geralmente, encontram abrigo em pessoas diferentes. Ele fez o que quis e descobriu que nem sempre o que a gente quer é o que vai nos trazer felicidade.
E foi taxado de louco só porque entre o ser e o não ser, ele resolveu ser. E eu acredito que ele foi e continua sendo, mesmo depois da morte.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Expectativas

A grande ironia desse planeta está baseada em uma palavra: expectativas.
Ironia porque são nossas expectativas que movem nossos pés para frente, mas também movem para trás. Ou simplesmente nos deixam parados.

Quando algo dá errado em nossa vida, não adianta culpar Deus e o mundo. Provavelmente a culpa é nossa. Nos decepcionamos com os outros porque sempre esperamos demais. Às vezes o outro faz pouco por nós, mas aquele pouco é tudo o que ele pode fazer. Visto por essa ótica, o pouco se torna muito, não?

Outras vezes nos decepcionamos com certas situações, porque não saem bem como o planejado. Bem, a vida, infelizmente, não é um livro que escrevemos e já sabemos que o destino dos personagens vai ser exatamente como imaginamos... Aí, ficamos frustrados. Por que as coisas não podem simplesmente ser como gostaríamos?

Opa! Aí, Deus ( ou o que quer que seja essa força que rege este mundo, se é que você acredita que existe uma força...) teria um grande problema nas mãos: se tudo acontecesse sempre como gostaríamos, o que fazer se mais de uma pessoa quiser a mesma coisa? Ou se o desejo de uma depender do desejo de outra, e este for o oposto do que deveria ser para tudo estar em harmonia?

É.. Deus está mesmo encrencado!

domingo, 7 de dezembro de 2008

O dia em que o mundo não parou

O dia começou como qualquer outro. Terminou como o pior deles. Como em qualquer ser humano, a esperança e o amor tornavam a visão turva e faziam com que as nuvens brancas fossem bons sinais, o começo de dia animado fosse um presságio de alegria posterior, a ligação inesperada de uma amiga distante fosse a confirmação de que naquele dia nada poderia dar errado. Mas deu.

Os minutos passavam e a esperança insistia em respirar. Um monitor à frente. A atenção deveria estar naquele jogo ali. Figueirense x Internacional. Mas o coração estava a dois monitores de distância.

E passa o tempo...gritos de gol! Não...esse não me interessa... Gol! Gol! Gol! O Internacional está na frente! Comemoro, comemoro, comemoro... mas o tal jogo a dois monitores de distância faz desaparecer o sorriso. Não pode ser! O grito fica preso na garganta, as lágrimas não saem. O local não me permite. Mas, tudo bem. A esperança me lembra que ainda tem muito jogo pela frente. O coração não desiste...

Quarenta e cinco minutos. Quarenta e cinco. O otimista diz que é o tempo suficiente para que tudo dê certo. É o tempo suficiente para que os astros conspirem a nosso favor. Enquanto eles conspiram, eu inspiro... faltam gols, falta ar...

Mais uma vez, os olhos deveriam estar à frente, mas não estavam. Vai! Vai! É agora! Foi quase!
Do outro lado, empate do Figueira... O placar ainda não prejudica, mas os outros resultados também não ajudam...

Ninguém ajuda, ninguém ajuda! Se ao menos o time se ajudasse... Gol! Foi gol! Eu vi! Ah, não...impedido. Alguém tinha que impedir essa tragédia, isso sim!

E se não sai gol de um lado, sai dos outros... lá vai o Atlético...mais um? Só pode ser de propósito... Vai Figueirense... faz o segundo, faz o terceiro aí...

Todo mundo faz gol o tempo todo! E aquele monitor ali não mostra mais gol, não? Acho que é culpa dele... alguém troca esse monitor, por favor? Alguém troca o placar? Alguém troca o time? Alguém faz alguma coisa!

E fizeram...gol! Mas quem tinha que comemorar não devia vestir essa camisa aí... Não entenderam meu pedido! Tá tudo errado!

Essa bola na rede bastou para que o duro golpe fosse sentido antes do apito final. O cronômentro não estava zerado, mas eu só tinha lágrimas para contar. A torcida chorava, os jogadores choravam, eternos ídolos choravam e eu...eu tentava não chorar. A essa hora, os olhos estavam voltados para o Figueirense, mas não viam nada. Só olhavam... os ouvidos captaram o hino ao longe. Como uma antena, captaram também gritos de incentivo, declarações de amor ao clube.... Como segurar as lágrimas?

Falhei. Alguns chegaram para me dar apoio, rir, zoar e até prestar condolências... Eu não falava nada. Se falasse, a lágrima silenciosa gritaria. Isso eu ainda podia evitar. Só olhava para as pessoas. Sem resposta.

Tudo o que eu queria era chorar em paz por um minuto. Um minuto apenas. Mas o mundo não me deu essa chance. Tudo podia estar se quebrando a minha volta, mas o mundo não parou. Nem pra me dar o respeitoso "1 minuto de silêncio". E eu segui com meus afazeres, com a maior vontade de parar.

No dia 07 de dezembro de 2008 o mundo não parou. E por mais que eu ainda esteja triste, não vou poder parar também. Só me resta aproveitar alguns "1 minuto de silêncio" por dia para jogar pra fora tudo o que ficou guardado nesse dia em que o mundo não quis parar.

domingo, 23 de novembro de 2008

Sentimento 2.0

Tudo está muito rápido. Mensagens são digitadas aqui e num piscar de olhos já chegam do outro lado do mundo; uma celebridade faz uma besteira e em alguns minutos já está todo mundo sabendo. É impressionante esse fluxo constante de informação! O tempo todo, todo o tempo...
O mais engraçado é como algumas coisas entraram nessa onda de rapidez e modernidade.
A amizade, por exemplo. Antigamente, pra ser AMIGO, assim com letras maiúsculas, era preciso convivência, histórias pra contar, semelhanças, diferenças e, sobretudo, tempo. Ninguém virava amigo do peito no primeiro dia de aula. A amizade era como um álbum sem fotos que pouco a pouco ía sendo preenchido com recordações e construía assim um laço entre aquelas pessoas.

Hoje, não.

Hoje tem o amigo de bate-papo virtual, o amigo do orkut, cheio de t doluuu e miguxos, cheio de palavras com muitas vogais repetidas e pouco sentimento. Se existe alguma verdade nesses sentimentos formados por bites, é a "verdade virtual", tão fugaz e efêmera quanto o mundo onde está inserida.

E o que dizer do amor? Esse aí não é mais tão complexo quanto pensavam os poetas. Não, as tecnologias de comunicação facilitaram tudo! Entre num site de relacionamentos, ache alguém que pareça interessante e vá à luta! Blind date? As normal as drinking a cup of coffee in the morning...
Ou então, que tal a estratégia do orkut (olha ele aí de novo)? Basta ver a foto, ler o perfil e deixar um scrap: "Te achei interessante. Me add no msn!" E temos aí, os maiores classificados amorosos do mundo! Procure e ache!!!

Mas a internet não tem culpa. Ela só acelerou um processo que vinha em curso há tempos. O amor e a amizade são sentimentos desgastados. Na TV, por exemplo: temos aqueles programas de namoro, onde as pessoas vão para encontrar sua alma-gêmea. Conversa um pouquinho, dança um pouquinho...ok, vamos tentar! Na pior das hipóteses, vamos dar uns beijinhos e cada um pro seu lado. Por isso, nasceu o ficar (que já até digi-evoluiu para "pegar"). Você "fica", mas nunca "está". Entende? Os verbos dão toda a diferença. O estar precisa de tempo, o ficar, só de circunstância.
E assim vamos... vivendo em um mundo de circunstâncias, de bites, de bytes, do hoje, não do amanhã. Quando tudo evoluiu e alguns valores tentaram acompanhar essa evolução e chegaram no agora de forma desajeitada.

Não, não é uma crítica. É mais saudosismo. Porque para quem vive o hoje e não conheceu ou não se lembra do ontem, na verdade, não há diferença nenhuma. Tudo bem! Pra quem só quer saber do instantâneo, o amanhã é uma grandeza inexistente mesmo...