Hoje me perguntei se minhas lágrimas secaram... me perguntei o que o grito esperava para sair da garganta... me perguntei por que eu não pulava que nem louca e sorria sem parar...
Realmente não sei a resposta.
Esse ano foi interminável... de quarenta e cinco em quarenta e cinco minutos...mais um jogo, menos um jogo... Eu tenho certeza de que o sentimento não parou nem por um instante. A cada falta cobrada, a cada chute sem ângulo, no ângulo, a cada voleio, a cada escanteio, a cada furada ou pênalti batido, ele estava lá...
E quando chega o fim desse jogo, eu não comemoro, não vibro... Grito o "é campeão" mais sem vontade do mundo. E por quê?
Acho que eu estava encarando a Série B como um jogo de tabuleiro. No dia 7 de dezembro do ano passado, o Vasco jogou mal os dados e caiu na "casa da Série B", com a instrução: "aguarde sua vez de jogar". E ali ele ficou, estacionado naquela casinha, esperando tirar os números certos nos dados para retornar ao jogo.
As rodadas foram passando, os outros competidores continuavam no jogo e ele estava ali paradão...tentando a sorte nos dados.
E finalmente a combinação milagrosa saiu. Soma daqui, soma dali...saiu o número mágico: 76!
Com isso, o Vasco volta à Série A, ou melhor, ao jogo. Jogar os dados não era mais do que obrigação, se ele quisesse continuar a brincadeira.
Não vejo o que temos a comemorar... talvez minhas lágrimas tenham mesmo secado durante os meus muitos "1 minuto de silêncio", talvez eu esteja em transe, talvez a ficha ainda não tenha realmente caído...
Mas acho que não devo comemorar a volta do Vasco, porque pra mim o Vasco nunca FOI. Ele só estava parado, esperando a vez de jogar. Vamos ver quais serão os próximos movimentos...
Tex indica: Cisne Negro
Há 15 anos